domingo, 4 de novembro de 2012

Onde estão os mortos ?


O que acontece com a alma quando uma pessoa morre?!  O que diz a Bíblia ?!



Certamente aqueles que passarem certo tempo refletindo sobre a vida chegarão à conclusão que existe muito mais sobre o homem do que a realidade física e material. A experiência mostra que existe um ser totalmente único e abstrato associado com cada indivíduo e que se expressa por meio da capacidade de pensar e raciocinar. Sendo assim, o "verdadeiro eu" é uma pessoa imaterial — aquela personalidade — que utiliza impulsos elétricos no cérebro e é uma entidade distinta do próprio corpo. É pelo reconhecimento desse fato que a ciência médica geralmente define a vida como um estado de existir atividade cerebral.

Essa força misteriosa que chamamos de "vida" é algo que o homem não pode duplicar. Cada ser vivo a tem — cada folha de grama, cada inseto, cada animal — e podemos apenas observar sua duração e notar sua partida inevitável. Mas de onde ela se origina e para onde vai? É evidente que a vida gera a vida, em um ciclo aparentemente infindável e que termina de forma abrupta no que chamamos "morte". Mas é esta curta existência tudo o que existe? A Bíblia nos diz que existe muito mais envolvido do que aquilo que pode ser obtido por meio da observação científica.

No livro do Gênesis, encontramos o seguinte enunciado sobre a origem do homem:

"E o SENHOR Deus formou o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." [Gênesis 2:7].

A seguir, no livro dos Salmos, o rei Davi falou sobre o papel de Deus em sua própria criação:

"Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra." [Salmos 139:14-15].

Então, a vida humana que conhecemos começou com a criação de Adão por Deus — na qual a própria força da vida foi dada e passada para nós por meio de uma interminável seqüência de procriação. As plantas e os animais também receberam a vida, mas não foram dotados com as faculdades humanas da razão e da consciência. (É verdade que alguns animais mostram uma habilidade rudimentar de raciocínio, mas estão ainda muito longe de uma simples criança.) Essa capacidade de pensar e de se comunicar diferencia os seres humanos dos animais e estabelece para cada um de nós uma personalidade distinta. A teologia vai então além e define o homem como um ser dual, constituído por corpo e espírito — material e imaterial. A diferença entre alma e espírito (termos constantemente usados como sinônimos) é que a "alma" pode se referir tanto aos aspectos materiais como imateriais, enquanto "espírito" é estritamente imaterial — não inclui o corpo.

Nossos pensamentos, raciocínio e ações revelam quem realmente somos. A Bíblia refere-se a isso tudo como sendo nosso "coração" — nosso ser interior, nossa "alma" — a essência imaterial do próprio ser que existirá para sempre à vista de Deus que nos criou. Assim, quando ele retira a força vital na "morte", o corpo pára de funcionar e retorna para o pó, de onde foi formado, mas, de acordo com a Palavra de Deus, nossa imperecível alma/espírito continua viva! Onde ela passará a eternidade é o ponto de nossa discussão.

Como em todo caso nas Escrituras, devemos juntar tudo que elas têm a dizer antes de chegarmos a uma conclusão. O Antigo Testamento diz que os mortos vão para o sheowl — ou "seol", — termo hebraico para sepultura, ou o lugar dos mortos. No Novo Testamento, a palavra grega equivalente é haides, ou "Hades". (Na maioria das vezes, a tradução de João Ferreira de Almeida traduz ambos os termos com "inferno"). Mas o ensino definitivo no que diz respeito ao destino daqueles que rejeitam Cristo como Senhor e Salvador encontra-se nas próprias palavras do Senhor em Lucas 16:

"Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite." [Lucas 16:19-31; ênfase adicionada].

No versículo 23 vemos que o homem rico foi para o "inferno" (Hades) — o lugar dos mortos. No contexto desses versos, Lázaro está no mesmo plano que o homem rico, visto que eles podiam se ver. Entretanto, as situações deles eram totalmente diferentes. O homem rico não identificado está em "tormentos" (plural) e "na chama" (verso 24), enquanto se diz que Lázaro estava "no seio de Abraão" e sendo confortado (verso 25). Entre esses dois lugares obviamente diferentes havia um "grande abismo" ou precipício, o que impossibilitava alguém ir de um lugar para o outro. Devido a esse ensino, muitos teólogos teorizaram que durante a época do Antigo Testamento (antes do sacrifício de Cristo na cruz), o lugar dos mortos era formado por dois "compartimentos" — o lugar de tormentos, e o Paraíso — o lar dos redimidos. Lembre-se do que disse Jesus ao ladrão na cruz, "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" [Lucas 23:43]. Então, quando o Senhor ressuscitou, "Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens" [Efésios 4:8], levando muitos a acreditarem que ele esvaziou o Paraíso dos fiéis eleitos levando-os ao céu — a morada de Deus. Mas em qualquer caso, deve estar claro que o Senhor disse que todos que morrem irão para um dos dois lugares — "céu ou inferno" como os termos se tornaram conhecidos.

No entanto, referir-se aos redimidos como "mortos" não é terminologia apropriada, de acordo com que o Senhor disse aos saduceus na seguinte passagem:

"Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele, e perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse a mulher e não deixasse filhos, seu irmão tomasse a mulher dele, e suscitasse descendência a seu irmão. Ora, havia sete irmãos, e o primeiro tomou a mulher, e morreu sem deixar descendência; E o segundo também a tomou e morreu, e nem este deixou descendência; e o terceiro da mesma maneira. E tomaram-na os sete, sem, contudo, terem deixado descendência. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher. Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? porque os sete a tiveram por mulher. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é de mortos, mas sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito." [Marcos 12:18-27; ênfase adicionada].

Os saduceus negavam qualquer possibilidade de uma ressurreição literal dos mortos e tentaram armar uma armadilha para o Senhor usando uma situação ridícula, envolvendo o que foi chamado de "Lei do Levirato" — na Lei Mosaica, que dizia que um irmão solteiro era obrigado a se casar com a viúva de seu irmão mais velho a fim de perpetuar a linhagem familiar do seu irmão. Então, depois de os sete irmãos terem se casado com a mesma mulher, os saduceus queriam saber de quem ela seria mulher na ressurreição. O Senhor acabou com a alegria deles, afirmando que a ressurreição muda tudo! Os santos em corpos glorificados não reterão as diferenças humanas e suas relações de suas antigas vidas (homem, mulher, casado, solteiro, etc.). Mas a frase sublinhada acima imediatamente chama nossa atenção pelas suas tremendas implicações! O Senhor refutou a crença dos saduceus de que não haveria ressurreição dos mortos citando Êxodo 3:6 e informando que quando Deus falou com Moisés a partir da sarça ardente, disse "Eu sou o Deus de Abraão, Isaque, e Jacó" — e não "Eu fui" o Deus deles!!! Em outras palavras, as almas/espíritos deles ainda estão bastante vivos na presença de Deus. Vemos uma demonstração disso em Mateus 17:3 quando Moisés e Elias apareceram no monte da transfiguração conversando com o Senhor enquanto Pedro, Tiago e João olhavam admirados. Seus corpos mortais já tinham perecido há tempos, mas eles tinham a habilidade de se materializar na forma física.

Na Segunda Epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo faz diversos comentários que nos dão uma compreensão sobre a transição entre esta vida e a próxima:

"Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito. Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (Porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor." [2 Coríntios 5:1-8; ênfase adicionada].

Referindo-se ao nosso corpo como um "tabernáculo", ou habitação temporária, Paulo deixa claro que os cristãos têm "uma casa não feita por mãos" que nos espera no Paraíso. Mas enquanto estamos em nossos corpos mortais, temos conosco o Espírito Santo como uma garantia, ou "penhor" de Deus [2 Coríntios 1:22 e 5:5] que sua promessa de um corpo eterno será cumprida. Em seguida, no versículo 8, Paulo expressa seu desejo de "deixar este corpo, para habitar com o Senhor". Ele já era um homem velho naquele tempo, extremamente cansado de suas tarefas de apóstolo, e expressa ansiosamente o desejo de deixar seu tabernáculo — seu corpo mortal — para trás para que possa finalmente estar perante o Senhor em seu "corpo celestial" (verso 2). No entanto, a partir de outro comentário de Paulo em 2 Coríntios 15, parece que o corpo celestial, ou glorificado, não será uma realidade para os cristãos antes do toque da "última trombeta" (versículo 52) — o arrebatamento da igreja. Portanto, muitos teólogos acreditam que as almas/espíritos dos cristãos que já morreram estão com Deus em algum tipo de estado intermediário até que o arrebatamento os reúna com os corpos ressuscitados e glorificados.

Deve ficar claro, porém, que a "morte" para os crentes é somente uma mudança instantânea de endereço na qual mudamos de uma realidade para outra infinitamente mais importante e de maior duração. Sob circunstâncias normais (o arrebatamento será uma exceção) o corpo é deixado para trás, como uma casa quando os moradores mudam de endereço. Mas, louvado seja o Senhor, em um dia próximo ele virá para sua igreja e todos aqueles que deixaram suas casas para trás as receberão de volta — mas completamente novas e em versões perfeitas! Os crentes que estiverem vivos naquele tempo irão apenas mudar de endereço e receberão um corpo glorificado.

Portanto, os comentários do Senhor acerca do homem rico e Lázaro, mais os ensinos do apóstolo Paulo, nos levam a acreditar que a morte é somente a separação entre corpo e a alma/espírito. Uma transição instantânea ocorre na qual nossa essência imortal passa da presente realidade de ser prisioneira do tempo para o reino da eternidade — cada qual para seu próprio destino conforme determinado pela mente infinita do próprio Deus. Essa verdade encontra-se expressa a seguir:

"Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; o qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego." [Romanos 2:5-9; ênfase adicionada].

Para qual destino você está caminhando?


Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.


 Se desejar visitar o site "The Cutting Edge", clique aqui http://www.cuttingedge.org
Que Deus o abençoe.
Autor: Pr. Ron Riffe
Tradução: Márcio Murilo
Data da publicação: 21/10/2003
Patrocinado por: Antônio Pantaglione — Catanduva / SP
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p202.asp

sábado, 17 de março de 2012

Sobre Deus ... a Bíblia ... ser cético ou não ... eis a questão ... ?


Certa vez em minha vida, numa fase cética ou de busca de explicações para o ambiente ao meu redor pesquisava muito sobre religiões , divindades, mitologias, dentre estas nenhuma por mim foi aprovada; mas, a Bíblia ... me deixou intrigado ... quando comecei a entender o seu conteúdo, a compreender e ligar todos esses livros escritos em períodos diferente por seres humanos de diferentes épocas e que mesmo assim se complementam ... comecei a deixar meu ceticismo de lado , não que eu fosse ateu ( até por que não tinha embasamento nenhum para dizer que Deus não existia ... ), mas, eu era cético.

Também pesquisava sobre ciência simultâneamente, sobre registros históricos que evidenciassem ou desse embasamento a fatos bíblicos; tinha um cientista na época que eu admirava em demasia, eu era um fã desse ser humano pelas condições dele, pela inteligência e capacidade de descobrir e desenvolver teorias; o nome desse cientista é o sr. Stephen Hawking, aliás, o admiro e muito ainda; nessa época tive acesso à um livro de sua autoria chamado:

Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros (edição brasileira de A brief history of time). Rio de Janeiro: Rocco, 1988.

Neste livro supracitado, existia um capítulo logo no início da obra, onde ele entitulou como " O Princípio da Incerteza " ,entre os parágrafos ele informava que este livro era uma tentativa de entender a mente de Deus ; ao longo do livro Stephen falava sobre teorias que envolvem o Big Bang, Buracos Negros, explanava sobre as conhecidas camadas de energia ao redor dos átomos, dando continuidade ao trabalho de Linus Pauling; no capítulo de conclusão deste livro o autor tinha chegado à conclusão após muitas demonstrações de teoremas e cálculos de que não conseguiu entender a mente de Deus ...

Existe diferenças entre céticos e ateus, céticos não são impulsionados por filosofias, não escarnecem, não ridicularizam a fé, a religião e a espiritualidade; mas por ciência, por lógica sem factóides; existem céticos que acabam chegando à conclusão de que existe um Deus e outros descartam, isto é uma questão de escolha, de opção pura e racional, seja contra ou a favor da existência de um Deus; eu era um cético que chegou à conclusão de que Deus existe e por muitos motivos embasados nas várias evidências e registros que testificam vários fatos e personalidades da Bíblia, isto ao longo do tempo foi gerando fé em um Deus Vivo, e ao longo do tempo percebi por meus estudos bíblicos que Jesus Cristo: é O Filho de Deus, é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores; o meu ceticismo foi substituído pela fé no Senhor Jesus Cristo.

Há um ótimo livro que estou começando a ler e indico para quem se interessar sobre o tema:

Um ateu garante: Deus Existe - As provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada - Antony Flew ( link abaixo para download ).



Respeitosamente,


Cristiano

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Biblia é um conto de fadas ... ??



 "... E estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós..." [1 Pedro 3:15].
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" Não pode haver dúvida de que a Arqueologia confirmou a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento." William F. Albright (1891-1971), um dos arqueólogos mais respeitados do mundo.

"Pode ser afirmado categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referência bíblica". Nelson Glueck, arqueólogo judeu homenageado até mesmo pela Revista Time. 

O Profº William F. Albright, arqueólogo e chefe da Palestine American School of Oriental Research, observou:

"O ceticismo excessivo manifestado contra a Bíblia por escolas históricas importantes... Está sendo desacreditado progressivamente. Uma descoberta após a outra tem estabelecido a exatidão de inúmeros detalhes, aumentando o valor da Bíblia como uma fonte histórica."
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Evidências arqueológicas que confirmam a Bíblia

1. Registros escritos de mais de 4.000 anos atrás. 

O Dr. Paolo Matthiae, diretor da Missão Arqueológica Italiana na Síria, fez uma enorme descoberta arqueológica em 1975. Ele descobriu "a maior biblioteca de arquivos do terceiro milênio AC já escavada." Ela incluía "mais de 15.000 tábuas e fragmentos cuneiformes" e revelou um império semita que dominou o Oriente Médio mais de quatro mil anos atrás.
A capital do império era Ebla, onde os escribas encheram as bibliotecas antigas com registros da história, do cotidiano, dos lugares e do comércio.

"Essas primeiras tábuas mostram uma facilidade de expressão, uma elegância que indica o domínio completo do sistema cuneiforme pelos escribas", disse o Dr. Giovanni Pettinato, ex-epígrafo da Missão Italiana, que trabalhou ao lado do Dr. Matthiae. 'Só podemos concluir que a escrita era utilizada em Ebla muito antes de 2500 AC.'"

As tábuas de Ebla confirmaram o culto aos deuses pagãos, como Baal, Dagom e Asera, que antes só eram conhecidos pela Bíblia. Elas mencionam os nomes "Abraão" e "Ur dos caldeus" (a cidade natal de Abraão), assim como outras cidades e locais conhecidos:

"Nomes de cidades que se pensava terem sido fundadas muito depois, como Beirute e Biblos, aparecem nas tábuas. Damasco e Gaza são mencionadas, assim como duas das cidades bíblicas da planície, Sodoma e Gomorra... O mais intrigante de tudo são os nomes pessoais encontrados nas tábuas de Ebla. Eles incluem Ab-ra-mu (Abraão), E-sa-um (Esaú)..." 

Destruída e reconstruída várias vezes, o declínio final de Ebla começou por volta de 1800 AC. Como novas gerações habitaram sobre as antigas ruínas, ela deixou para trás uma "TEL" (parece uma colina de topo achatado; maiúsculas usadas para enfatizar) em múltiplas camadas, que os arqueólogos continuarão a explorar nos próximos anos.

Séculos depois, Moisés foi instruído "em toda a ciência dos egípcios" [Atos 7:22]. Criado na corte de Faraó, ele teria aprendido a escrever em frágeis papiros, bem como em tábuas de argila. A descoberta, em 1988, das cartas de TEL el Amarna nos mostram que mensagens escritas foram uma parte importante da cultura de Moisés:

"... Havia cerca de 400 tábuas cuneiformes descobertas neste local, que faziam parte dos arquivos reais de Amenhotep III e Amenhotep IV (também conhecido como Akhenaton), que reinaram por volta de 1400 AC. Entre elas existiam cartas, escritas em cuneiformes babilônios a esses faraós do Egito por vários reis da terra de Canaã e da Síria... Escritas nos tempos de Moisés e Josué. Elas fornecem a primeira evidência da chegada das tribos hebraicas à terra de Canaã, nos tempos antigos."

Essa última frase aponta para a conclusão do Êxodo bíblico — a jornada dos israelitas, liderados por Moisés, saindo da escravidão no Egito à terra que Deus lhes prometera. Talvez os "estudiosos" por trás do "documentário" da PBS simplesmente tenham decidido ignorar as evidências. Afinal, mentiras politicamente corretas são muito mais aceitáveis do que os fatos a um mundo que já não tolera a verdade. Mas tudo isso é mais uma razão para estarmos prontos a responder àqueles que questionam a nossa fé. As descobertas arqueológicas seguintes devem ajudar a nos prepararmos para os desafios que estão diante de nós:

2. O Império Hitita: 

Os hititas (ou heteus) são mencionados dezenas de vezes no Antigo Testamento. No entanto, há um século,
"críticos da historicidade bíblica argumentaram que as descrições bíblicas do Império Hitita foram inserções posteriores, pois estavam convictos que o Império Hitita não existiu... Mas em 1906, arqueólogos desenterraram a capital hitita e nos anos seguintes escavaram o que é agora conhecido como a grande e proeminente civilização hitita."

3. A linhagem real de Davi: 

Arqueólogos encontraram a "primeira referência conhecida, fora da Bíblia, à Casa de Davi, uma dinastia governante provavelmente fundada pelo rei Davi no décimo século AC."
O fragmento de pedra com essas inscrições reveladoras foi encontrado nas ruínas de Tel Dan (no norte de Israel). Uma "interpretação inicial" é que um rei vitorioso (provavelmente Baasa) estava registrando sua batalha contra o rei da "Casa de Davi", provavelmente Asa. Segundo o jornal The New York Times, essa descoberta "é evidência forte e independente da existência e influência da Casa de Davi." 

4. Escrita cursiva "um meio internacional de comunicação": 

Por volta do décimo século AC, a escrita — incluindo a aramaica — se tornou cada vez mais comum. Apesar das divisões sociais, muitos aprendiam a escrever:

"Embora todos os clérigos, as pessoas cultas e os artesãos utilizassem basicamente a mesma escrita cursiva, diferenças estilísticas se estabeleceram. Elas podem ser classificadas como subestilos de cursiva e podem ser denominadas: (a) cursiva elevada — a das pessoas cultas; (b) cursiva formal — a dos escribas profissionais; e (c) cursiva vulgar — a das pessoas de baixa escolaridade...

"Durante o século nono e a primeira metade do século oitavo, não havia diferenças evidentes entre a escrita fenícia e aramaica; aparentemente a escrita em pedra fenício-aramaica foi usada para escrita em tinta também... Os primórdios da cursiva aramaica e o seu rápido desenvolvimento sem dúvida estão ligados ao crescimento da língua aramaica e à escrita como um meio internacional de comunicação." 

5. O rei Sargão: 

O profeta Isaías diz que esse rei da Assíria, enviou um comandante do seu exército, para pelejar contra Asdode, uma cidade costeira no antigo Israel. [Isaías 20:1]. Embora Sargão não seja um nome de família, este versículo alimentou uma controvérsia logo nos primeiros dias da arqueologia. Alguns pesquisadores tinham descoberto um obelisco de pedra, inscrito com uma lista de reis assírios. Mas ela não incluía Sargão! 

A Universidade de Chicago anunciou então que achara uma "clara contradição na Bíblia". Mas, eles estavam enganados! Quando o palácio real de Sargão foi escavado, os pesquisadores acharam seu nome gravado em muitos tijolos nas paredes do palácio — junto com referências orgulhosas pela conquista de Asdode.

6. A cidade de Ecrom (atual Tel Miqne) dos filisteus: 

Esta confirmação da exatidão bíblica foi publicada pelo Instituto Arqueológico da América:

"Uma inscrição esculpida em uma laje de calcário encontrada em Tel Miqne, 37 km a sudoeste de Jerusalém, confirma a identificação da área como Ecrom, uma das cinco capitais dos filisteus mencionadas na Bíblia. A inscrição é singular, pois contém o nome de uma cidade bíblica e cinco de seus governantes, dois dos quais são mencionados como reis em outros textos fora da Bíblia... Isso também reforça a identificação de Ecrom com uma... Cidade-Estado registrada em textos assírios do sétimo século AC..."

"Em 712 AC, essa cidade foi conquistada pelo rei assírio Sargão II. Por pouco tempo, começando em 705 AC, ela esteve sob o domínio de Ezequias, rei de Judá... Em 603 AC, a cidade foi saqueada pelo rei babilônio Nabucodonosor." 

Quando foi confrontado pelas forças assírias esmagadoras, Ezequias orou a Deus pedindo Sua intervenção soberana. Antes da grande vitória, ele exortou o povo:

"Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o SENHOR nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá." [2 Crônicas 32:7-8].

7. O tanque de Betesda:

"... Estudiosos liberais, de modo a manterem suas críticas contra a Bíblia, alegaram que o Evangelho de João não poderia ter sido escrito pelo próprio discípulo. Eles alegaram que versículos como João 5:2 estavam errados, pois fazem referência a alpendres no tanque de Betesda em Jerusalém. Mas as escavações mais recentes confirmaram o relato de João."

"Aproximadamente oito anos atrás, arqueólogos descobriram, abaixo do que anteriormente eles pensavam ser o nível inferior na área de Betesda, um antigo mikveh(tanque), que tinha um quinto pórtico que o atravessava! Poderíamos esperar que em algum momento os críticos admitiriam a confiabilidade histórica da narrativa bíblica."

Isto é improvável! Millar Burrows, o célebre professor de Arqueologia na Universidade de Yale, explicou o porquê:

"O ceticismo excessivo de muitos teólogos liberais não advém de uma cuidadosa avaliação dos dados disponíveis, mas a partir de uma enorme pré-disposição contra o sobrenatural." 

A precisão do registro bíblico tem sido comprovada repetidamente. Como escreveu o Dr. Joseph Free: "A arqueologia confirmou inúmeras passagens que tinham sido rejeitadas pelos críticos como lendas ou contrárias aos fatos conhecidos." 

Evidências científicas que apoiam a Bíblia


Esses rios marítimos — como a corrente do Golfo do México, que flui pelo Oceano Atlântico, levando as águas quentes do Golfo do México até a costa da Noruega — são dirigidos pela rotação da Terra, gravitação, ventos, temperatura, salinidade, variações de densidade, etc.

Essas correntes poderosas foram descobertas primeiro por Matthew Maury, um oficial da Marinha que estava convicto que a Bíblia não mentia. Após um acidente em 1839, Maury ficou incapacitado para o trabalho no mar e se tornou o superintendente do Observatório Naval dos EUA. Como chefe do Departamento de Cartas Náuticas e Instrumentos, ele finalmente pôde procurar respostas a uma pergunta que persistia em sua mente: O que eram as "veredas dos mares" mencionadas no Salmo 8:8? Depois de estudar o diário de bordo de navios antigos:

"Ele compilou cartas dos ventos oceânicos e das correntes marinhas. Para estudar a velocidade e direção das correntes oceânicas, Maury deixou garrafas à deriva — conhecidas como 'garrafas vaguejantes'. Elas flutuavam ligeiramente abaixo da superfície da água e, portanto, não eram afetadas pelos ventos..."

"A partir do local e da data em que as garrafas foram encontradas, Maury pôde elaborar suas cartas das correntes oceânicas — as 'veredas' dos mares — que ajudaram consideravelmente a ciência da navegação marítima..."

"Ele foi eleito para o Pavilhão da Fama dos Grandes Americanos. A legenda no monumento erigido em sua homenagem diz: 'Matthew Fontaine Maury, Descobridor das Veredas dos Mares, o gênio que descobriu o segredo das leis dos oceanos e da atmosfera.'" 

2. O ciclo hidrológico: 

Milhares de anos antes dos cientistas entenderem ou reconhecerem este ciclo, ele foi registrado na Bíblia. Os versículos abaixo descrevem o ciclo repetido de precipitação, o fluxo de água para os oceanos, sua evaporação e condensação, levada para os continentes nas nuvens, dirigidas pelos ventos — incluindo as agora familiares correntes atmosféricas, que eram desconhecidas nos tempos antigos:

"Eis que Deus... Faz miúdas as gotas das águas que, do seu vapor, derramam a chuva, a qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente. Porventura pode alguém entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda?" [Jó 36:26-29].

"O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." [Eclesiastes 1:6-7].

Evidências históricas da precisão da Bíblia

Considere as seguintes ligações fantásticas entre o relato bíblico e as descobertas históricas:

1. O Antigo Israel: 

Antes de Deus levar Seu povo à terra prometida, Ele o advertiu por meio de Moisés para não seguir a conduta corrupta das nações vizinhas. Este breve resumo de uma dessas advertências pode servir de alerta para nós também:

"Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as... Se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus... E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.... Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do SENHOR teu Deus, e se ouvires outros deuses,... Hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis. 

Como as nações que o SENHOR destruiu diante de vós, assim vós perecereis, porquanto não queríeis obedecer à voz do SENHOR vosso Deus." [Deuteronômio 8:12-20].

Como eles não ouviram, foram eventualmente destruídos — como os profetas advertiram. A maioria do povo foi exilada para a Babilônia, onde muitos se arrependeram, reviveram as antigas Escrituras e foram ensinados sobre as leis de Deus pelos líderes do exílio, como Ezequiel.

Outros, porém, misturaram sua compreensão sobre Deus com os mitos babilônios e criaram uma nova forma de ocultismo: a Cabala. A história e influência da Cabala podem ser rastreadas por meio de ramos místicos de ensinamentos rabínicos, sociedades secretas, alquimia medieval, e ordens ocultas como a Ordem Hermética da Alvorada Dourada. A maior parte de suas divisões proclama um "Deus" impessoal ou "força" — uma falsificação sedutora do Deus da Bíblia.

2. Ascensão e queda dos impérios: 

Quando Nabucodonosor conquistou Israel, ele levou Daniel à sua corte. Ali o fiel profeta interpretou os estranhos sonhos do rei e ganhou seu respeito. Um sonho em particular foi obviamente cumprido:

"E aconteceu que, havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei o significado, e eis que se apresentou diante de mim como que uma semelhança de homem... E disse: ... Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia, mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dele."[Daniel 8:15-22].

Décadas depois, a Média e a Pérsia conquistaram e governaram o vasto Império Babilônio. Elas foram conquistadas quando os exércitos gregos de Alexandre varreram o Oriente Médio. Quando Alexandre morreu, seu império foi dividido entre seus quatro generais e logo sua glória desapareceu. 

3. Lançando Tiro ao mar: 

O profeta Ezequiel anunciou com séculos de antecedência a destruição singular de Tiro — um centro costeiro do comércio do Mediterrâneo:

"Filho do homem, visto que Tiro disse contra Jerusalém: Ah! Está quebrada a porta dos povos; virou-se para mim... Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações... Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. No meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes... Quando eu te fizer uma cidade assolada, como as cidades que não se habitam, quando eu fizer subir sobre ti o abismo, e as muitas águas te cobrirem..." [Ezequiel 26:2-5, 20].

Uma cidade coberta pelo mar? Impossível!

Não, segundo a história e a arqueologia. Os primeiros ataques a essa rica cidade marítima vieram dos exércitos de Nabucodonosor. A cidade foi totalmente destruída, mas a maior parte de seus moradores escapou para uma grande ilha perto da costa. Cerca de três séculos mais tarde (em 332 AC), Alexandre, o Grande, decidiu acrescentar essa cidade bem fortificada ao seu Império Grego. Quando ela resistiu, o exército grego construiu um istmo de 60 metros de largura até a ilha — usando a areia e pedras das ruínas da cidade original para construir a passagem. Eles destruíram os restos de Tiro e os lançaram no meio do mar. 

4. Petra: 

Anos atrás, visitamos Petra, a "Cidade Rosa" mostrada no filme Indiana Jones e a Última Cruzada. A viagem para a capital do antigo Edom começou em Amã, na Jordânia, e depois fizemos uma jornada de quatro horas para o sul pelo deserto. Finalmente, na entrada montanhosa de Petra, o caminho negado a Moisés e a Israel, andamos por um estreito desfiladeiro. As paredes rochosas verticais em ambos os lados formavam uma parte do Palácio Rosa, permitindo uma visão das brilhantes colunas cor-de-rosa e dos ornamentos esculpidos nas paredes do palácio.

Mas quando chegamos à antiga cidade florescente, o sol rigoroso expôs as fachadas desgastadas de uma silenciosa cidade fantasma. Atrás das ruínas de uma civilização perdida estavam cavernas vazias — os túmulos violados de um povo que há muito tempo rejeitou a Deus. O caminho só ia até ali. As velhas estradas tão percorridas desapareceram — como a Bíblia profetizou:

"Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; pelos séculos dos séculos ninguém passará por ela... E nos palácios crescerão espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas... As feras do deserto se encontrarão com as feras da ilha, e o sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão, e acharão lugar de repouso para si. Ali se aninhará a coruja e porá os seus ovos, e tirará os seus filhotes, e os recolherá debaixo da sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros." [Isaías 34:9-15].

Edom literalmente secou, murchou e morreu. Seus ribeiros e vinhedos viraram pó — mas não foi por causa dos clorofluorcarbonos! Deus fez isto, porque os soberbos edomitas rejeitaram Seus caminhos:

"Assim diz o Senhor DEUS a respeito de Edom... A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o SENHOR." [Obadias 1,3-5].

Ao contrário dos mitos e lendas de outras tradições espirituais, os registros detalhados da história na Bíblia coincidem tanto com a história secular como com as descobertas arqueológicas. Até mesmo as secas do Antigo Testamento (que provocaram fomes e guerras) coincidem com as migrações, mudanças climáticas, anéis das árvores e outras descobertas feitas pelos estudiosos. A Palavra de Deus é verdadeira e podemos confiar nela!

"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." [2 Timóteo 3:16-17].


Referências:


1. William F. Albright, The Archeology and the Religions of Israel, John Hopkins Press, Baltimore, 1956, pág. 176. Citado pelo rabino Glenn Harris, http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

2. Nelson Glueck, Rivers in the Desert: History of Negev. Jewish Publication Society of America, Philadelphia, 1969, pág. 176. Citado pelo rabino Glenn Harris, http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

3. "Holy Moses!" Documentário da PBS sugerindo que o Êxodo não foi real, em http://blogs.orlandosentinel.com/entertainment_tv_tvblog/2008/07/bibles-buried-s.html

4. Albright, William Foxwell. The Archaeology of Palestine. Pelican Books, Harmondsworth, Middlesex, England, 1960, págs. 127, 128. Citado pelo rabino Glenn Harris, http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

5. Howard LaFay, Ebla: Splendor of an Unknown Empire, National Geographic, dezembro de 1978, pág. 735. "O povo do antigo Oriente Médio ergueu suas cidades em lugares estratégicos com água abundante. Como resultado, depois de destruídas por exércitos saqueadores — e com cidades fracas isso acontecia mais de uma vez por geração — a população tendia a reconstruir sobre as ruínas. Escavar uma TEL é como cortar uma pilha de panquecas; cada camada, que está cheia de artefatos enterrados, contém a história de uma catástrofe à outra." (735-736, 740, 754)

6. http://www.bible-history.com/archaeology/israel/el-amarna-letters.html

7. http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

8. John N. Wilford, "House of David Inscription: Clues to a Dark Age", The New York Times, 16 de novembro de 1993. Relatado primeiramente pelo Dr. Avraham Biran, um arqueólogo da Hebrew Union College-Jewish Institute of Religion em Jerusalém.

9. O Desenvolvimento da Escrita Aramaica (Joseph Naveh's classic work), http://canterbridge.org/2007/11/18/reviewing-joseph-naveh-the-development-of-the-aramaic-script.

10. Sargão, rei da Assíria em http://www.biblehistory.net/newsletter/sargon.htm.

11. Seymour Gitin, Trude Dothan, and Joseph Naveh, "Ekron Identity Confirmed," Archaeology, January/February 1998.

12. Free, Joseph. Archaeology and Bible History. Scripture Press, Wheaton, IL, 1969, pág. 1.

13. A busca de Matthew Maury pelo segredo dos mares em http://www.answersingenesis.org/creation/v11/i3/maury.asp.

14. http://ancienthistory.about.com/cs/persianempir1/a/persiaintro_4.htm.

15. http://www.middleeast.com/tyre.htm.

16. S. Fred Singer and Dennis T. Avery, Unstoppable Global Warming (Rowman & Littlefield Publishers, 2007), págs. 4, 129, 244. Encontre informações mais específicas em http://www.reasons.org/resources/fff/new_articles/index.shtml: "... o climatologista Kevin Birdwell procura respostas aos mistérios da história da humanidade através de registros climatológicos.... Paleoclimatologia — a ciência que estuda o clima das eras passadas — frequentemente apoia ou lança nova luz sobre a narrativa bíblica. Birdwell diz: 'Análises de pólen, amostras de gelo, anéis das árvores, anéis dos corais, Carbono 14, datação por urânio e sedimentos oceânicos abrem uma janela para o passado. Por exemplo, os avanços recentes no estudo dos anéis das árvores permitem uma calibração mais precisa dos registros do Carbono 14, ajustando, assim, as datas de alguns eventos registrados."


Autores: Andy e Berit Kjos (Kjos Ministries, em http://www.crossroad.to)
Tradução: Marcelo N. Motta, Blog PensandoBiblicamente 


sexta-feira, 29 de julho de 2011

O TEMPO GEOLÓGICO E A EVIDÊNCIA CIENTÍFICA DO CRIACIONISMO

Uma das diferenças mais cruciais entre o modelo criacionista e o modelo evolucionista é a questão sobre a quantidade de tempo para o desenvolvimento da vida na terra. A Evolução sugere bilhões de anos enquanto que a Criação propõe uma criação feita por Deus em seis dias, há alguns milhares de anos atrás. Alguns dados científicos desafiam o conceito de que a vida está em desenvolvimento na terra durante bilhões de anos . Seguem-se três exemplos:
  1. Ecossistemas Incompletos. Em várias camadas contendo fósseis pode-se encontrar boas evidências fósseis de animais, mas pouca ou nenhuma evidência de plantas. Como poderiam os animais sobreviver sem nutrição adequada durante os milhões de anos postulados? A separação feita pelas águas do dilúvio bíblico pode explicar a incongruência.
  2. Erosão Rápida dos Continentes. A taxa atual de erosão de nossos continentes é tão rápida que nós esperaríamos que eles fossem erodidos até o nível do mar em mais ou menos 10 milhões de anos. Mesmo após as correções feitas pelas práticas agrícolas do homem, a taxa é tão rápida que nossos continentes poderiam ter sido erodidos até ao nível do mar mais de 100 vezes (se eles pudessem ser renovados), em sua idade geológica postulada.
  3. Ausência de erosão nas lacunas entre as camadas sedimentares. Freqüentemente entre grandes camadas de rochas sedimentares há lacunas onde estão faltando, segundo a escala de tempo geológico padrão, marcas de centenas de milhões de anos de depósitos. Nestas lacunas, supõe-se que a camada imediatamente superior é milhões de anos mais jovem do que a camada imediatamente inferior. Se esses milhões de anos realmente ocorreram, por que não vemos a erosão irregular abundante da camada inferior, que é esperada após tais períodos tão longos de tempo? Os contatos entre as camadas nestes intervalos são geralmente planos, com pouca evidência de erosão. Esse fenômeno é tão comum que levanta uma significativa pergunta sobre as longas eras geológicas propostas na coluna geológica.
INTRODUÇÃO
Uma das maiores diferenças do modelo da criação descrito na Bíblia e a evolução é a questão de há quanto tempo existe vida na terra. O contraste é extremo. A Criação postula uma criação recente feita por Deus há alguns milhares de anos atrás, enquanto que a evolução propõe que a vida se desenvolveu gradualmente durante bilhões de anos. Esta diferença é uma das mais significativas e litigiosas questões entre os dois modelos.
A evolução precisa de todo tempo que puder reunir, mas mesmo as longas eras geológicas propostas são completamente inadequadas para os eventos altamente improváveis postulados. A criação recente de seis dias por Deus, como descrita na Bíblia, se levanta em frisante contraste com os bilhões de anos do desenvolvimento evolutivo gradual, como sugerido pelo registro fóssil. A criação por Deus não precisa de tempo. Os criacionistas propõem que os registros fósseis são, em grande medida, o resultado do grande dilúvio descrito na bíblia. Esse dilúvio harmoniza o registro fóssil com o relato da criação bíblica. Segue-se daí que a pergunta principal no relacionamento da ciência com a Bíblia é a quantidade de tempo envolvido no desenvolvimento das camadas geológicas e do registro fóssil que essas contém.
A argumentação tem sido extensa e freqüentemente inclui dados radiométricos propostos que sugerem longas eras. Em contraste, a interpretação geológica catastrófica mais recente sugere ações muito rápidas que se encaixam bem com o modelo bíblico de uma criação recente e um subsequente dilúvio global. Nessa apresentação discutirei três perguntas que desafiam os modelos que propõem que a coluna geológica está se desenvolvendo gradualmente há bilhões de anos1.

ECOSSISTEMAS INCOMPLETOS
Na cadeia alimentar básica, os animais necessitam de alimento de plantas que, por sua vez, obtém energia do sol. O registro fóssil propõe um problema quando ele dá evidência de animais sem a evidência correspondente de plantas suficientes para suprir sua alimentação. Os evolucionistas acreditam que as camadas geológicas se formaram durante centenas de milhões de anos. Se este é o caso, os organismos encontrados em qualquer nível significante deveriam representar sistemas ecológicos viáveis que fossem completos o suficiente para permitir a sobrevivência desses animais durante as longas eras postuladas. O que os animais comiam para sobreviver? No contexto do dilúvio bíblico recente, isto poderia ser evidência de que os animais foram transportados de seu habitat costumeiro e/ou as plantas foram transportadas de qualquer outro lugar, para formar, possivelmente, algumas de nossas grossas camadas de carvão.
A formação Morrison, que se estende por milhões de quilômetros quadrados na parte ocidental dos Estados Unidos, parece representar um vasto, embora incompleto, sistema ecológico. Ela é uma das mais ricas fontes de dinossauros fósseis do mundo. No entanto, as plantas são raras, especialmente onde os restos de dinossauros são encontrados.2 O que comiam esses animais gigantescos? O paleontólogo Theodore White, falando de uma perspectiva evolucionista, comenta que "Embora a planície de Morrison fosse uma área de acumulação de sedimentos razoavelmente rápida, não existem praticamente fósseis de plantas identificáveis"3. Em seguida ele mostra que, por comparação com elefantes, um dinossauro Apatossauro "consumiria 3,5 toneladas de forragem verde diariamente". Outros pesquisadores também comentaram sobre essa falta de plantas fósseis. Um deles afirma que a Morrison de Montana "é praticamente desprovida de fósseis de plantas na maior parte"4, e outros comentam que "é intrigante a inexistência de evidências de abundante vida vegetal na forma de camadas de carvão e argila organicamente rica, na maior parte da formação de Morrison."5 Com uma fonte de energia tão escassa, é de se admirar como os grandes dinossauros poderiam sobreviver durante os milhões de anos propostos em que a formação Morrison estava sendo depositada.
Alguns têm sugerido que a razão pela qual não encontramos plantas é que elas não foram preservadas como fósseis. Essa idéia não parece válida, uma vez que grande número de animais e poucas plantas foram bem preservadas. Talvez Morrison não fosse o local onde os dinossauros viveram. Ao contrário, poderia ser o local do sepultamento dos dinossauros, devido ao dilúvio, com plantas trazidas pelas águas do dilúvio e levadas a todo e qualquer lugar.
Uma situação semelhante é relatada com o dinossauro Protoceratops encontrado no deserto central de Gobi, na Mongólia. Esse dinossauro atinge o comprimento de 2 metros. Os pesquisadores, estudando vários aspectos desses depósitos cretáceos, concluem que "a abundância de um herbívoro incontestável e de uma rica fauna de vestígios fósseis (provavelmente tubos produzidos por insetos) refletem uma região de alta produtividade. A ausência de evidência de uma grande colonização por plantas é, portanto, anômala e confusa".6
Os dados do Arenito de Coconino, no sudoeste dos Estados Unidos, também são muito surpreendentes. O Arenito de Coconino é uma camada de um colorido claro vista perto da superfície do Grande Cânion no Arizona (Figura 1, logo acima da seta superior). Esta unidade, que tem em média 150 metros de espessura, se estende ao longo de milhares de quilômetros quadrados. Centenas de pegadas, provavelmente feitas por anfíbios e répteis, são encontradas na camada média de Coconino. No entanto, nenhuma planta parece estar presente. Além das pegadas, foram registrados apenas alguns tubos feitos por vermes e rastros de invertebrados.7 Se o Coconino foi depositado durante milhões de anos, como é postulado, que alimento estava disponível para os animais que deixaram essas pegadas ? Não há evidência da presença de alimento vegetal. Se uma simples pegada está bem preservada, também se esperaria encontrar muitas impressões ou pedaços de raízes, caules e folhas de plantas, se essas estivessem presentes.
Alguns grupos fósseis parecem ser ecossistemas completos e outros não. Como pode um modelo evolutivo de sedimentação lenta explicar esses agrupamentos fósseis incompletos que são encontrados? Considera-se que as formações de Morrison e de Coconino se formaram ao longo de 5 milhões de anos cada uma delas. Como os animais presentes em suas camadas sobreviveram sem um suprimento alimentar adequado? A deposição rápida, combinada com a separação de organismos pelas águas do dilúvio descrito na Bíblia, podem resolver o dilema.
EROSÃO DOS CONTINENTES
Até quando podem os continentes sobreviver aos efeitos persistentes da erosão? Cada rio tem sua bacia de drenagem, que é a área que coleta a chuva que, em grande parte, termina indo para o rio. Quando essa água de chuva corre, ela freqüentemente leva partículas (sedimentares) erodidas que eventualmente são levadas para os oceanos do mundo todo. Pela amostragem repetitiva de água dos rios na sua desembocadura, pode-se fazer estimativas da quantidade de sedimentos carregada e da taxa de erosão da bacia de drenagem. Essas estimativas têm sido feitas com um grande número de rios no mundo. Os cálculos mostram que muitos rios drenam os sedimentos de suas bacias com velocidades maiores que 100 mm a cada 1000 anos. Alguns são mais lentos, na faixa de 1 mm a cada 1000 anos, ao passo que alguns outros são mais rápidos, na faixa de 1350 mm a cada 1000 anos.8 Essas taxas podem, a princípio, parecer muito lentas, mas, se consideradas durante o tempo geológico padrão, nenhum continente ainda existiria. Essa inconsistência já são reconhecidas há muitos anos. Usando uma taxa de erosão média atual estimada em 61 mm a cada 1000 anos9, um bom número de geólogos concluem que a América do Norte já teria se nivelado em "meros 10 milhões de anos"10. Em outras palavras, diante da atual taxa de erosão, o continente norte-americano já teria sido erodido umas 250 vezes em 2,5 bilhões de anos. É claro que essa analogia não pode ser interpretada literalmente. Depois que os continentes foram erodidos uma vez, nada sobra para ser erodido novamente. Essa analogia, no entanto, nos permite fazer a pergunta: Por que os continentes da terra ainda estão por aqui se eles são tão velhos? Os continentes estão, em média, a 623 metros acima do nível do mar. Com a taxa extremamente lenta de 1mm a cada 1000 anos, os continentes já teriam se erodido até o nível do mar em 623 milhões de anos. Em um período mínimo de 2,5 bilhões de anos, que é a suposta idade dos continentes da terra, eles teriam sido erodidos, até o nível do mar, no mínimo 4 vezes. Mas eles ainda estão aqui, e alguns rios erodem 1350 vezes mais rápido. Ao se referir a essas taxas rápidas, o geólogo B.W. Sparks da Universidade de Cambridge comenta: "Algumas dessas taxas são obviamente surpreendentes: o rio Amarelo (Hwang-Ho) poderia aplainar uma área da altura média do Everest, em um período de 10 milhões de anos"11.
A discrepância é especialmente significativa quando se considera as cadeias de montanhas como as Caledônias na Europa ocidental e os Apalaches do leste da América do Norte, que são consideradas como tendo a idade de várias centenas de milhões de anos. Por que essas cadeias de montanhas ainda estão aqui hoje se elas são tão velhas?
As taxas de erosão são mais rápidas em montanhas mais altas e mais lentas nas regiões de menor relevo.12 Na Cadeia Hidrógrafos de Papua, verificou-se uma taxa de erosão de 80 mm a cada 1000 anos perto do nível do mar e 520 mm a cada 1000 anos na altitude de 975 m.13 Taxas de 920 mm a cada 1000 anos são registradas para a montanhas na região de fronteira entre o México e a Guatemala14, enquanto que no Himalaia se verificou uma taxa de 1000 mm a cada 1000 anos.15 Na região do monte Rainier, no estado de Washington, as taxas podem chegar a 8000 mm a cada 1000 anos16. Provavelmente, a taxa regional mais rápida registrada seja a de 19.000 mm a cada 1000 anos em um vulcão em Nova Guiné17.
Mais significante do que essas taxas altas é a taxa média total que reflete os efeitos prolongados nos continentes. Uma outra maneira de considerar as taxas de erosão está baseada em uma dúzia de estudos que estimam a velocidade com que os sedimentos dos continentes alcançam os oceanos. A maioria dos sedimentos dos continentes é levada aos oceanos pelos rios. Um pouco é levado pelo vento e pelas geleiras e também pela ação das ondas quando elas batem contra a costa continental. As estimativas mundiais são baseadas principalmente no total de sedimentos que os rios carregam ao adentrar no oceano. Os cálculos variam de 8 a 58 bilhões de toneladas cúbicas por ano (veja a Tabela 1). Muitas avaliações não levam em conta a carga do leito, que são os sedimentos que são arrancados do fundo do rio e levados, o que não é prontamente observado nos aparelhos de medição nas estações dos rios. Às vezes a carga do leito é estimada arbitrariamente em 10%, porque ela é muito difícil de ser medida.18 Os resultados registrados são provavelmente baixos, por causa dos raros eventos catastróficos durante os quais ocorre considerável aumento no transporte, o qual não é facilmente avaliado. A taxa média nos doze estudos registrados na Tabela 1 é 24.108 bilhões de toneladas métricas por ano. Com essa taxa, a altura média dos continentes do mundo (623 m) acima do nível do mar seria erodida mais ou menos em 9.6 milhões de anos19, um dado próximo dos 10 milhões de anos dados anteriormente para a América do Norte.
Sugere-se, freqüentemente, que as montanhas ainda existem porque elas estão constante sendo renovadas pelo soerguimento que vem de baixo20. Embora as montanhas estejam sendo elevadas, esse processo de soerguimento e erosão não poderia continuar por muito tempo sem destruir as camadas da coluna geológica nelas contidas. Apenas um episódio completo de soerguimento e erosão poderia eliminá-las. As taxas de erosão atuais rapidamente removeriam os sedimentos das cadeias de montanhas terrestres, bem como de qualquer outro lugar. No entanto estes sedimentos, novos ou velhos, estão ainda bem representados21. No contexto de longas eras geológicas e rápidas taxas de erosão, a renovação das montanhas por soerguimento não parece ser a solução.

TABELA 1 - Estimativa da taxa com que os sedimentos alcançam os oceanos
AUTOR (DATA)
MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS POR ANO
Fournier (1960)
58.100
Gilluly (1955)
31.800
Holleman (1968)
18.300
Holmes (1965)
8.000
Jansen e Painter (1974)
26.700
Kuenen (1950)
32.500
Lopatin (1952)
12.700
McLennan (1993)
21.000
Milliman e Meade (1983)
15.500
Milliman e Syvitski (1992)
20.000
Pechinov (1959)
24.200
Schumm (1963)
20.500

Outras tentativas em conciliar as taxas de erosão médias atuais com o tempo geológico leva em conta o fato de que as atividades do homem, especialmente as práticas agrícolas, têm aumentado a taxa de erosão, tornando as taxas atuais anormalmente rápidas. Tal explicação pouco significa para solucionar a discrepância. Os estudos sugerem que as práticas agrícolas apenas dobraram as taxas de erosão global22. No entanto, este fator é significante. Eliminando as práticas agrícolas humanas, que poderiam ser menores no passado, os continentes teriam sido erodidos até o nível do mar mais ou menos em 20 milhões de anos ao invés de 10 milhões de anos. Mas isso não explica a presença dos continentes, que se supõem terem 2,5 bilhões de anos de existência, os quais, por analogia, sem a presença da agricultura, poderiam ter sido erodidos até o nível do mar 125 vezes nesse período de tempo.
Outros ainda propuseram que um clima mais seco no passado resultou em taxas de erosão mais lentas. No entanto, a vegetação exuberante evidente em partes significativas do registro fóssil indica, no mínimo, uma condição mais úmida no passado. Além disso, estimativas de precipitação global sugerem que, nos últimos 3 bilhões de anos, as condição eram variáveis mas, em média, ligeiramente mais úmidas que atualmente.23 Essas condições não sugerem que climas mais secos sejam uma resposta para a grande discrepância entre as taxas de erosão e as longas eras geológicas propostas para os continentes.
AS LACUNAS NAS CAMADAS SEDIMENTARES24
Quando se olha para grandes exposições de sedimentos aos lados de vales e cânions, geralmente não se dá conta de que partes significantes da coluna geológica estão freqüentemente faltando entre algumas das camadas. As partes que estão faltando não são notadas facilmente, a menos que se esteja bem familiarizado com a coluna geológica. Como ilustração, podemos representar uma série completa na coluna pelas letras do alfabeto. Se, em algum lugar, encontrarmos apenas a, d e e, podemos corretamente concluir que b e c estão faltando entre a e d. Nós saberíamos disso, porque as camadas b e c estão representadas em seu lugar correto em outra localidade. As camadas acima e abaixo das lacunas (isto é, a e d no nosso exemplo) estão freqüentemente em contato direto uma com a outra. De acordo com a escala de tempo geológico padrão, a quantidade de tempo que está ausente, representada numa lacuna, está baseada no longo tempo representado necessário para o desenvolvimento das camadas ausentes, tais como b e c no exemplo acima.
O Grande Cânion no Arizona (USA) é uma das grandes vitrinas geológicas do mundo. Porções significativas ausentes (hiatos ou lacunas) na coluna geológica são indicadas pelas setas na Figura 1. De cima para baixo, as lacunas representam aproximadamente 6, 14 e mais de 100 milhões de anos de camadas ausentes da escala de tempo geológico padrão. Os períodos Ordoviciano e Siluriano inteiros estão faltando na seta inferior. Sabe-se que esta lacuna existe porque os depósitos Ordoviciano e Siluriano estão presentes em outras partes do mundo. Num contexto evolutivo, estes depósitos exigiriam um longo tempo para sua formação e para a evolução dos organismos que constituem seus fósseis característicos. A determinação das partes que estão ausentes é feita principalmente pela comparação dos fósseis das camadas sedimentares com seqüências completas da coluna geológica.
Os geólogos há muito sabem dessas lacunas e normalmente os chamam de discordâncias, embora o termo seja usado de maneiras diferentes em diferentes países. Há vários tipos de discordâncias. Se a camada acima está em ângulo em relação à camada de baixo, o termo discordância angular é usado. Se elas estão geralmente paralelas mas com alguma evidência de erosão entre as camadas, o contato é às vezes chamado de disconformidade. E se a linha de contato não é visível ou se não há evidência de erosão, o contato é chamado de paraconformidade. Nessa discussão, estamos especialmente interessado nos dois últimos tipos.
A questão importante é: Por que não vemos um padrão irregular de erosão da camada inferior nessas lacunas se elas representam períodos de tempo tão longos? Muita erosão deveria ter ocorrido enquanto essa camada inferior esteve exposta, antes que a camada acima da lacuna se depositasse. O mínimo que deveríamos esperar, em circunstâncias normais, seria uma média regional de mais de 100 m de erosão, em apenas 4 milhões de anos25. O geólogo Ivo Lucchitta, que não é um criacionista, e que passou grande parte de sua vida estudando o Grande Cânion, sugere que "a maioria dos cortes do cânion ocorreram num período fenomenalmente curto de 4 a 5 milhões de anos"26. A ausência de erosão na camada inferior sugere pouco ou nenhum tempo nas lacunas. A Figura 2, A-D, mostra como padrões irregulares complicados se desenvolveriam ao longo das eras geológicas. No entanto, o padrão que observamos é mais semelhante ao das Figuras 1 e 2, E, com pouca ou nenhuma erosão. Deveria ser esperada alguma erosão devido à atividade diluviana, mas apenas raramente se encontram vales e cânions antigos entre as camadas sedimentares da terra.
A falta de erosão nestas lacunas sugere que as camadas sedimentares foram depositadas rapidamente durante o dilúvio bíblico. Se tivessem ocorrido longos períodos de tempo, nós deveríamos ver evidências de processos geológicos, durante este período, na superfície das camadas logo abaixo destas lacunas. Na superfície atual da terra, nas plataformas continentais e no fundo do mar, podemos ver com freqüência os efeitos do tempo, quando a erosão desgasta os continentes e forma irregularidades que podem ser vistas em gargantas, vales e cânions. Outros efeitos do tempo, tais como formação do solo, os efeitos climáticos e o crescimento de plantas deixam suas marcas, que também deveriam estar evidentes nestas lacunas. No entanto, as camadas logo abaixo destas lacunas são geralmente planas e não tocadas pela ação do tempo, sugerindo que estas representam pouco ou nenhum tempo. Se há milhões de anos entre essas camadas, por que os contatos entre estas supostas lacunas são tão planos em comparação com a superfície atual da terra? É difícil pensar que nada aconteceu nas superfícies destas lacunas, durante milhões de anos, em qualquer tipo de planeta que tivesse um padrão de clima normal o suficiente para manter a vida, como é evidenciado no registro fóssil.

Quando alguém se coloca nas bordas do Grande Cânion (Figura 1), de pronto se impressiona com a aparência muito paralela das camadas de rocha. Esse fenômeno contrasta grandemente com o perfil do cânion, que ilustra a irregularidade da erosão. Por que não se vêem aspectos semelhantes nas lacunas? Devido ao tempo postulado de existência destas lacunas, deveria haver certamente grandes espaços de tempo para a erosão ocorrer. As taxas médias de erosão atuais são tão rápidas que toda a coluna geológica poderia ter sido erodida muitas vezes27, durante as supostas longas eras do passado geológico. No entanto, na lacuna de mais de 100 milhões de anos (indicada pela seta inferior na Figura 1) só se observa uma erosão mínima, ou o contato às vezes aparece liso, ou ele é até invisível. Referindo-se a uma seção ao longo dessa lacuna, o geólogo Stanley Beus afirma: "Aqui a discordância, muito embora representando mais de 100 milhões de anos, dificilmente pode ser localizada"28. Na seta do meio (Figura 1), que representa uma suposta lacuna de 14 milhões de anos, a evidência é tão esparsa que a linha de contato "dificilmente pode ser determinada, tanto de curta quanto de longa distância".29 Se o tempo postulado tivesse ocorrido, deveria ser evidente uma abundância de erosões irregulares.
Ao longo da costa leste da Austrália estão excelentes exposições de jazidas de carvão. Entre as rochas de cobertura e a jazida Bulli Coal está uma lacuna de mais ou menos 5 milhões de anos30. Esta lacuna, que se estende bem além dos depósitos Bulli Coal, cobre ao redor de 90.000 km2 da região. Onde a Bulli Coal está presente, é especialmente difícil imaginar como a jazida de carvão, ou a vegetação que a produziu, permaneceu ali por 5 milhões de anos sem ser destruída.
Os Alpes Europeus são, em parte, um complexo de gigantescos deslizamentos e de camadas dobradas chamadas de "nappes". Entre as camadas com esses "nappes" há supostas lacunas que mostram a mesma ausência de erosão notada em qualquer outra parte. No vale de Rhône na Suíça estão exposições dramáticas dos "Morcles Nappe". Entre as camadas desse "nappe" está uma suposta lacuna de aproximadamente 45 milhões de anos (Cretáceo superior e mais acima). Entretanto, observa-se pouca erosão.
Alguns geólogos comentaram sobre a falta de evidência para essas mudanças geológicas esperadas nestas lacunas. Ao se referir a um tipo de lacuna chamado paraconformidades, Norman Newell, do Museu Americano de História Natural, em Nova York, comenta:
"Um aspecto marcante das paraconformidades em seqüência de rochas calcárias é uma falta geral de evidência de lixiviação da sub-superfície. Solos residuais e superfícies erodidas, que se poderiam ser esperados como resultado de longa exposição sub-aérea, estão faltando ou são irreconhecíveis".
Enquanto "especulando" sobre a origem desses contatos planos, o autor posteriormente afirma que "a origem das paraconformidades é incerta e eu certamente não tenho uma solução simples para este problema"31.
Numa publicação subsequente, Newell posteriormente comenta:
"Uma característica intrigante dos limites da terra e de muitos outros grandes limites bioestratográficos (limites entre assembléias fósseis diferentes) é a falta geral de evidência física de exposição sub-aérea. Traços de profunda lixiviação, desgaste, canalização e cascalhos residuais tendem a faltar, mesmo onde as rochas inferiores são calcários de sílex. Estes limites são paraconformidades que normalmente são identificáveis apenas por evidência (fóssil) paleontológica"32.
T.H. van Andel, da Universidade de Stanford, afirma:
"Fui muito influenciado, no princípio de minha carreira, por reconhecer que duas finas jazidas de carvão na Venezuela, separadas por 30 cm de argila cinzenta, e depositadas em um pântano costeiro, eram respectivamente do Paleoceno Inferior e do Eoceno Superior. Os afloramentos eram excelentes, mas, mesmo com uma inspeção muito detalhada, não foi possível determinar a posição precisa daquela lacuna de 15 milhões de anos"33.
Poderia bem ser o caso de que esse período de 15 milhões de anos nunca ocorreu.
A questão intrigante, relativa à falta de evidência de tempo nestas lacunas sedimentares tem levantado sugestões alternativas algumas vezes.34 Alguns apontam para áreas planas da terra, tal como a bacia do baixo Vale do Mississipi. No entanto, ela não é uma lacuna, porque os sedimentos ainda estão sendo depositados lá, e não há lacuna no registro fóssil se os sedimentos continuam a ser depositados. Outros sugerem que a erosão poderia ser evitada se os lacunas estivessem submersas. No entanto, o fato de estar submersa não evita nem a deposição e nem a erosão, como está bem demonstrado pela sedimentação submarina e a erosão irregular que formou os grandes cânions encontrados ao longo da borda das plataformas continentais. O Cânion de Monterrey, situado no oceano na costa da Califórnia, é mais ou menos tão profundo e tão largo como o Grande Cânion. Águas em movimento podem erodir, quer seja na terra ou debaixo d’água.
Alguns sugerem que as superfícies de contato destas lacunas poderiam ser planas devido a existência de camadas de rochas resistentes logo abaixo destas lacunas. Isso não é uma solução, porque sedimentos moles freqüentemente formam as camadas logo abaixo das lacunas. Um dos exemplos é o lacuna entre o Chinle e as formações moles de Moenkopi, que se localizam na parte ocidental dos Estados Unidos. Outros imaginam se a erosão não poderia produzir uma superfície lisa, mas não há boas evidências atuais para sustentar essa sugestão, certamente não de lacunas com escala de amplitude semi-continental, discutidas nesta seção. Ao se referir a tais exemplos, o geomorfologista Arthur Bloom simplesmente afirma: "Não se conhece nenhum".35 Alguns também imaginam se não há evidências de erosão nestas lacunas. Freqüentemente há uma pequena erosão, raramente mais do que isso, mas é totalmente inadequada para apoiar a extensão de tempo sugerida para estas lacunas. A erosão também é menor comparada ao que vemos normalmente na topografia atual da terra. Deveria se esperar alguma erosão durante o dilúvio mundial, mas o Monte Everest e o Grande Cânion do passado parecem conspicuosamente deixar a desejar quanto aos registros de um passado que é bem representado nas camadas sedimentares da terra. Certamente temos que reconhecer que a máxima "o presente é a chave do passado" não se aplica às lacunas onde se espera uma atividade rápida. O passado é definitivamente diferente.
A dificuldade com o longo tempo proposto para estas lacunas, no registro sedimentar, é que não encontramos evidência de deposição nem de muito erosão. Se há deposição, não há lacuna, porque a sedimentação continua. Se há erosão, deveria se esperar abundante formação de canais, formação de sulcos profundos pela água, cânions e vales; ainda mais, os contatos (lacunas), algumas vezes descritos como do "tamanho de continentes", são normalmente "quase planos" 36. É difícil conceber que pouco ou nada aconteceu, durante milhões de anos, na superfície do nosso planeta. Ao longo do tempo, sempre ocorrem deposição ou erosão. As intempéries teriam que ser suspensas para evitar qualquer atividade. As lacunas são uma ocorrência comum sobre a terra e parece que o tempo proposto para estas lacunas nunca ocorreu e, se está faltando tempo em algum lugar, ele está faltando na terra inteira.
A questão das supostas lacunas planas nas camadas sedimentares testifica de um passado que foi diferente do presente. Esta diferença é facilmente conciliada com modelos catastróficos, tais como o dilúvio de Gênesis, que propõe uma deposição rápida dessas camadas, onde não haveria tempo longo entre as camadas.


FIGURA 1. Vista do Grande Cânion do Rio Colorado, no Arizona, USA. As setas de cima para baixo apontam para 3 supostas lacunas (camadas que estão faltando) de aproximadamente 6, 14 e 100 milhões de anos. A ausência de erosão nestas lacunas sugere que nunca ocorreram os longos períodos de tempo postulados.

FIGURA 2. Padrões de deposição-erosão. A – padrão de deposição contínua. Os sedimentos são geralmente depositados em um padrão plano, horizontal, como mostrado. B – Erosão . C – Recomeço de sedimentação. A superfície de erosão antiga ainda é visível. Este padrão deveria ser comum nas camadas sedimentares terrestres em todos os lugares em que partes significativas da coluna geológica estão faltando. D – Um segundo ciclo de erosão e deposição complica ainda mais o padrão. E – O padrão mais normal visto geralmente. Em E, seria esperada uma erosão significativa entre as camadas 2 e 3 (lado esquerdo), se um tempo grande estivesse envolvido na deposição das camadas a e b, indicadas à direita.
CONCLUSÃO
Enquanto a interpretação geológica geral para a deposição das camadas sedimentares da terra é a de que bilhões de anos se passaram durante a sua formação, há algumas questões muito simples que desafiam esta interpretação. Podemos citar, entre muitas que poderiam ser dadas: (1) Como poderiam os animais sobreviver, durante milhões de anos, sem as plantas necessárias para sua nutrição adequada? (2) Por que nossos continentes ainda estão aqui se a taxa de erosão deveria tê-los nivelado mais de cem vezes em sua suposta idade geológica? (3) Se a escala de tempo geológica está correta, por que não vemos a esperada erosão nas grandes lacunas entre as camadas sedimentares? Essas questões desafiam qualquer sugestão para aceitação das longas eras geológicas.


NOTAS FINAIS
  1. O material apresentado neste documento é uma modificação de partes dos Capítulos 13 e 15 do livro do autor: Roth, AA. 1998. Origins: Linking Science and Scripture. Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association. (Este livro está sendo traduzido e será publicado brevemente pela Casa Publicadora Brasileira)
  2. (a) Dodson P, Behrensmeyer AK, Bakker RT, McIntosh JS. 1980. Taphonomy and paleoecology of the dinosaur beds of the Jurassic Morrison Formation. Paleobiology 6(2):208-232. (b) Para uma discussão mais profunda, veja (b) Roth AA. 1994. Incomplete ecosystems. Origins 21:51-56.
  3. (a) White TE. 1964. The dinosaur quarry. In: Sabatka EF, editor. Guidebook to the geology and mineral resources of the Uinta Basin. Salt Lake City: Intermotmtain Association of Geologists, p 21-28. Veja também: (b) Herendeen PS, Crane PR, Ash S. 1994. Vegetation of the dinosaur world. In: Rosenberg GD, Wolberg DL, editors. Dino fest. The Paleontological Society Special Publication No. 7. Knoxville, TN: Department of Geological Sciences, The University of Tennessee, p 347-364; (c) Petersen LM, Roylance MM. 1982. Stratigraphy and depositional environments of the Upper Jurassic Morrison Formation near Capitol Reef National Park, Utah. Brigham Young University Geology Studies 29(2):1-12; (d) Peterson F, Turner-Peterson CE. 1987. The Morrison Formation of the Colorado Plateau: recent advances in sedimentology, stratigraphy, and paleotectonics. Hunteria 2(1): 1-18.
  4. Brown RW. 1946. Fossil plants and Jurassic-Cretaceous boundary in Montana and Alberta. American Association of Petroleum Geologists Bulletin 30:238-248.
  5. Dodson, Behrensmeyer, Bakker, and McIntosh. (Nota 2a).
  6. Fastovsky DE, Badamgarav D, Ishimoto H, Watabe M, Weishampel DB. 1997. The paleoenviroments of Tugrikin-Shireh (Gobi Desert, Mongolia) and aspects of the taphonomy and paleoecology of Protoceratops (Dinosauria: Ornithishichia). Palaios 12:59-70.
  7. (a) Middleton LT, Elliott DK, Morales M. 1990. Coconino Sandstone. In: Beus SS, Morales M, editors. Grand Canyon geology. NY and Oxford: Oxford University Press, p 183-202; (b) Spamer EE. 1984. Paleontology in the Grand Canyon of Arizona: 125 years of lessons and enigmas from the Late Precambrian to the present. The Delaware Valley Paleontological Society. The Mosasaur 2:45-128.
  8. Veja Tabela 15.1 em Roth, p 264 (Nota 1)
  9. Judson S, Ritter DF. 1964. Rates of regional denudation in the United States. Journal of Geophysical Research 69:3395-3401.
  10. (a) Dott RH, Jr., Batten RL. 1988. Evolution of the Earth. 4th ed. NY, St. Louis, and San Francisco: McGraw-Hill Book Co., p 155. Outros que usam este mesmo valor são: (b) Garrels RM, Mackenzie FT. 1971. Evolution of sedimentary rocks. NY: Norton & Co., p 114; (c) Gilluly J. 1955. Geologic contrasts between continents and ocean basins. In: Poldervaart A, editor. Crust of the Earth. Geological Society of America Special Paper 62:7-18; (d) Schumm SA. 1963. The disparity between present rates of denudation and orogeny. Shorter contributions to general geology. US Geological Survey Professional Paper 454-H.
  11. Sparks BW. 1986. Geomorphology. 3d ed. Beaver SH, editor. Geographies for advanced study. London and NY: Longman Group, p 510.
  12. (a) Ahnert F. 1970. Functional relationships between denudation, relief, and uplift in large mid-latitude drainage basins. American Journal of Science 268:243-263; (b) Bloom AL. 1971. The Papuan peneplain problem: a mathematical exercise. Geological Society of America Abstracts with Programs 3(7):507-508; (c) Schumm (Nota 10 d).
  13. Ruxton BP, McDougall I. 1967. Denudation rates in northeast Papua from potassium-argon dating of lavas. American Journal of Science 265:545-561.
  14. Corbel J. 1959. Vitesse de L'erosion. Zeitschrift für Geomorphologie 3:1-28.
  15. Menard HW. 1961. Some rates of regional erosion. Journal of Geology 69:154-161.
  16. Mills HH. 1976. Estimated erosion rates on Mount Rainier, Washington. Geology 4:401-406.
  17. Ollier CD, Brown MJF 1971. Erosion of a young volcano in New Guinea. Zeitschrift für Geomorphologie 15 12 28.
  18. (a) Blatt H, Middleton G, Murray R. 1980. Origin of sedimentary rocks. 2d ed. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, p 36; (b) Schumm (Nota 10 d).
  19. A área de superfície do continente americano é de aproximadamente 148.429.000 km2. Com uma altura média de 623 m, teríamos um volume acima do nível do mar de 92.471.269 km3. Com um densidade média das rochas estimada em 2,5, isto daria 231.178 x 1012 toneladas. Este valor, dividido por 24.108 x 106 toneladas de sedimentos, carregadas pelos rios do mundo para os oceanos em um ano, daria uma taxa média de erosão dos continentes de 9.582 milhões de anos. Por analogia comparada, em 2,5 bilhões de anos esta taxa poderia erodir os continentes (2500 dividido por 9.582 =) 261 vezes.
  20. Por exemplo: Blatt, Middleton, and Murray, p 18 (Nota 18a).
  21. There should not be much, if any, of the old sediments remaining. All sediments (including a large proportion now below sea level) would be eroded many times. Total world sediments are 2.4 x 1018 tons. Rivers before agriculture carried approximately 1 x 1010 tons yr-1; so average cycles would be: 2.4 x 10~8 tons divided by 10 x 109 tons yr-1, which would equal 240 million years or 10 full cycles of all sediments in 2500 million years. This is conservative; some suggest recycling "three to ten times since late Cambrian" ([a] Blatt, Middleton, and Murray, p 35-38; Note 18a). Furthermore, the residues of sediment per unit time are more abundant in some older periods (e.g., Silurian and Devonian) than more recent ones (Mississippian to Cretaceous) (see: [b] Raup DM. 1976. Species diversity in the Phanerozoic: an interpretation. Paleobiology 2:289-297). Because of this, some have suggested two cyclic series of changes in erosion rates in the Phanerozoic (e.g., [c] Gregor CB. 1970. Denudation of the continents. Nature 228:273-275). This pattern runs counter to suggestions that recycling is responsible for the smaller volume of older sediments. Also, our sedimentary basins tend to be smaller in their deeper regions which would, by default, restrict the volume of the lowest (oldest) sediments. One can also postulate that much more sediment than we now have has been produced in the past from granitic rocks, and that only a small portion remains. The sediments may have been recycled several times into granitic rocks. Probably the most serious problem this kind of model faces is the chemical mismatch between sediments and Earth's granitic crust. Granitic-type (igneous) rocks have an average of less than half as much calcium compared to sedimentary rocks, three times more sodium, and less than one hundredth as much carbon. For data and further discussion, see: (d) Garrels and Mackenzie, p 237, 243, 248 (Note 10b); (e) Mason B, Moore CB. 1982. Principles of geochemistry. 4th ed. NY, Chichester and Toronto: John Wiley & Sons, p 44, 152-153; (f) Pettijohn FJ. 1975. Sedimentary rocks. 3rd ed. NY, San Francisco, and London: Harper & Row, p 21-22; (g) Ronov AB, Yaroshevsky AA. 1969. Chemical composition of the Earth's crust. In: Hart PJ, editor. The Earth's crust and upper mantle: structure, dynamic processes, and their relation to deep-seated geological phenomena. American Geophysical Union, Geophysical Monograph 13:37-57; (h) Othman DB, White WM, Patchett J. 1989. The geochemistry of marine sediments, island and magma genesis, and crust-mantle recycling. Earth and Planetary Science Letters 94:1-21. Calculations based on an assumption of the origin of all sedimentary rocks from igneous rocks give results that are not correct. Those based on the actual measurement of sediment types should be used. It seems difficult to switch back and forth in recycling between granitic and sedimentary rocks with such a mismatch of these basic elements. One of the more serious problems is how to get limestone (calcium carbonate) from granitic rocks that are comparatively low in calcium and carbon. Furthermore, recycling of sediments within a localized region on the continents does not seem to answer the problem of rapid erosion, because the figures used for the calculations are based on the quantity of sediment going from the continents into the ocean and would exclude local recycling. Furthermore usually major sections of the geologic column are exposed and eroded in Earth's major river basins. This erosion occurs especially rapidly in the mountains which have an abundance of ancient sediments. Why are these ancient sediments still here if they have been recycled?
  22. (a) Gilluly J, Waters AC, Woodford AO. 1968. Principles of geology. 3d ed. San Francisco: W. H. Freeman & Co., p 79; (b) Judson S. 1968. Erosion of the land, or what's happening to our continents? American Scientist 56:356-374; (c) McLennan SM. 1993. Weathering and global denudation. Journal of Geology 101:295-303; (d) Milliman JD, Syvitskí JPM. 1992. Geomorphic/tectonic control of sediment discharge to the ocean: the importance of small mountainous rivers. Journal of Geology 100:525-544.
  23. Frakes LA. 1979. Climates throughout geologic time. Amsterdam, Oxford, and NY: Elsevier Scientific Publishing Co., Fig. 9-1, p 261.
  24. Para informações adicionais, veja: (a) Roth AA. 1988. Those gaps in the sedimentary layers. Origins 15:75-92. Veja também: (b) Austin SA, editor. 1994. Grand Canyon: monument to catastrophe. Santee, CA: Institute for Creation Research, p 42-45; (c) Price GM. 1923. The new geology. Mountain View, CA: Pacific Press Publishing Association, p 620-626; (d) Rehwinkel AM. 1951. The flood in the light of the Bible, geology, and archaeology. St. Louis: Concordia Publishing House, p 268-272.
  25. As taxas regionais médias atuais na América do Norte são mais de duas vezes mais rápidas do que o valor sugerido, e na região do Grande Cânion são mais de quatro vezes mais rápidas que o valor sugerido.
  26. Lucchitta I. 1984. Development of landscape in northwest Arizona: the country of plateaus and canyons. In: Smiley TL, Nations JD, Péwé TL, Schafer JP, editors, 1984 Landscapes of Arizona: the geological story. Lanham, MD, and Londo University Press of America, p 269-301.
  27. Veja a última seção para uma discussão sobre as taxas de erosão.
  28. Beus SS. 1990. Temple Butte Formation. In: Beus SS, Morales M, editors. Grand Canyon geology. NY and Oxford: Oxford University Press, p 107-117.
  29. Blakey RC. 1990. Supai Group and Hermit Formation. In: Beus and Morales, p 147-182 (Nota 28).
  30. Baseado na informação de: (a) Herbert C, Helby R, editors. 1980. A guide to the Sydney Basin. Department of Mineral Resources, Geological Survey of New South Wales Bulletin 26:511; (b) Pogson DJ, editor. 1972. Geological map of New South Wales, scale 1:1,000,000. Sydney: Geological Survey of New South Wales.
  31. Newell ND. 1967. Paraconformities. In Teichert C, Yochelson EL, editors. Essays in paleontology and stratigraphy. R. C. Moore commemorative volume. Department of Geology, University of Kansas Special Publication, p 356-357, 364.
  32. Newel ND. 1984. Mass extinction: unique or recurrent causes? In: Berggren WA, Van Couvering JA, editors. Catastrophes and Earth history: the new uniformitarianism. Princeton, NJ: Princeton University Press, p 115-127.
  33. van Andel TH. 1981. Consider the incompleteness of the geological record. Nature 294:397-398.
  34. Para uma discussão mais profunda destas alternativas, veja: Roth 1988 (Nota 24a).
  35. Bloom AL. 1969. The surface of the Earth. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, p 98.
  36. Ibid.